sexta-feira, 27 de junho de 2008

Pedidos de Passaporte e outros detalhes

Ontem recebemos o pedido de passaportes. Vieram os colantes para colocar na capa dos passaportes e informações sobre taxas. Os C$ 490 por adulto estão cotados, em reais, a R$ 850. Estamos debatendo como enviar os passaportes para SP de maneira segura e como garantir o retorno dos mesmos.

Obviamente ficamos muito felizes, mas a essa altura do campeonato, como o pessoal do Rio já sabe, estamos em um processo de imigração para os EUA, uma vez que tenho uma oferta de emprego em NY que, para mim, é tudo o que poderia querer, na área que gosto e em uma cidade que adoro.

Nossa decisão foi continuar com o processo do Canadá e obter o visto de trabalho dos EUA (visto já aprovado por lá, estou recebendo a petição do empregador aqui e marquei entrevista no consulado para 2/9, que foi o mais cedo que consegui). Se tudo correr bem, acredito que no dia 21/9 embarcaremos para lá.

Enfim a idéia é tentar, e, lá para abril ou maio de 2009 fazer o processo de landing no Canadá e ganhar mais um tempo para decidir se ficamos nos EUA ou vamos para o Canadá. Pode ser, caso tudo esteja muito bem, que nem façamos o landing (a carta que recebi diz, que nesse caso, a taxa de permanent residency seria reembolsável, mas não tenho certeza). Bom, a vida vai seguindo, já vendi um dos carros e estamos vendendo algumas coisas de casa. Acredito que o pedido de demissão venha após a entrevista no consulado e os vistos americanos no passaporte.

Abraços.

terça-feira, 20 de maio de 2008

De Saco Cheio!!

Desculpem, mas estou cansado desse país. Não aguento mais. Vejam as notícias abaixo. Não sei se estou de saco cheio do país ou de O Globo, já nem sei mais. Aos que me conhecem há pouco tempo sei que pareço um cara calmo, mas na realidade já estou de saco cheio disso aqui. Não vejo a hora de ir embora. Aos que ficam, lamento. E a p.... da CPMF vai voltar!

Gesto solidário
A conversa no jantar logo descambou para o tema violência, como é costume no Rio. G. falou do assalto sofrido pelo filho de um amigo.
O rapaz saía da PUC às 22h quando foi rendido por três bandidos armados. O grupo seguiu para a Região dos Lagos - mais precisamente para Iguaba Grande. O rapaz passou maus bocados. Foi levado para uma favela e obrigado a ficar de cueca. Os bandidos disseram que iam matá-lo e mandaram que corresse.
Saiu em disparada, conseguiu uma carona e foi à delegacia. Explicou para o delegado que tinha que dar queixa por causa do carro, mas pediu pelo amor de Deus que não avisasse a seus pais, que são paranóicos com segurança.
O delegado concordou e o jovem pediu dinheiro emprestado para pegar um táxi e ir de Iguaba até sua casa na Barra. Prometeu que voltaria para devolver o dinheiro, até em dobro.
Os policiais que estavam de plantão com o delegado não concordaram. De maneira solícita, ofereceram:
- Não, imagina, que é isso, nós levamos você até lá.
Já eram mais de 4h da manhã. Encantado com a generosidade, exausto com a via-crúcis e traumatizado com o episódio, ele concordou de pronto.
Nesse momento, viu que o delegado mexia discretamente com a cabeça, indicando para ele não aceitar de jeito nenhum a oferta. Ele gelou. Deu uma desculpa, pediu para usar o telefone e ligou para o pai, que veio voando buscar o filho - nem trocou o pijama.
O estudante conta que mais do que o assalto em si, o que mais o atemorizou foi a polícia. Se não fosse o gesto solidário do delegado, mostrando que não dava para confiar nem em seus subordinados, ele nem tem idéia do que poderia ter acontecido.
Seu pai quer mudar de país.

No Engenhão
Não é com ele
Agora há pouco, antes de começar o jogo do Botafogo contra Corinthians, no Engenhão, um cabo chamado Ramos pegava ingressos com cambistas, na entrada oeste do estádio.
Ao ser abordado por um torcedor que denunciando conflito entre as torcidas dentro do estádio, o homem da lei saiu-se com um "não é comigo".

Barbaridades cariocas
Os donos da rua
Contribuição à série "a privatização de nossas ruas":
Semana passada, um coleguinha recém-formado foi à Hélio Alonso, ali em Botafogo, apanhar um documento. Estacionou perto da faculdade, e foi abordado por um flanelinha dos cascudos, que exigiu R$ 2 pelo espaço público.
O jovem argumentou que ficaria 15 minutos no máximo.
- Então é um real - decretou o dono da rua.
Quando o dono do carro voltou, encontrou no capô a palavra "Muquirana", escrita com um instrumento contundente que fez graves danos na pintura. O conserto vai sair caro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Pedido de Exames Médicos

Dessa vez o pedido chegou! Ainda não tivemos tempo para enviar a documentação solicitada, mas o pedido veio assim mesmo. Marcamos a consulta para o dia 27/5 e o processo está agora quase no fim. O pedido foi enviado pelo consulado no dia 08/05.

Atualizando o timeline do post anterior:

15/05/2008: Recebimento do pedido de exames médicos.

Abraços.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Pedidos de Exames Médicos...Quase!!!

Recebi hoje uma ligação do Consulado bem como um e-mail avisando que precisamos enviar meus antecedentes criminais do estado de New Jersey (estudei lá de 1994 a 1998, mas confesso que achei que a documentação do FBI seria suficiente) e de Minas Gerais (a Gabriele estudou lá uns anos).

Bem, acho que isso pode animar aqueles que iniciaram o processo na mesma época que nós. Nosso timeline:

13/12/2006 - Início do Processo
13/08/2007 - Pedido de Documentos
28/04/2008 - Pedido de mais 2 antecedentes criminais.

Não sei se o consulado vai aguardar o envio destes documentos ou se já vai enviar o pedido de exames médicos (parece que houve um caso parecido onde eles fizeram isso). Enfim, vamos ver.

Ao mesmo tempo, como a vida não pára, surgiu uma outra oportunidade, na área onde sempre quis trabalhar, mas em outro país. Por isso estamos correndo com outro processo em paralelo. Estou pirando de vez!! Parece que estes processos não terminam nunca. Em breve espero poder dar mais informações.

sábado, 15 de março de 2008

Teatro em Toronto


Uma das razões por que pretendo ficar em Toronto é a vida cultural da cidade. Tenho lido que Toronto perde somente para Nova York e Londres no que diz respeito ao número de produções teatrais. Gosto principalmente das peças low budget (ao contrário de Phantom of the Opera, Cats, etc.). O site blogto.com é bastante informativo a este respeito, contendo críticas semanais a peças em cartaz na cidade.

Deixo abaixo alguns links de teatros da cidade sendo que os leitores do blog elegeram o Factory Theatre como o melhor (excluindo os big budget).

Factory Theatre
The Tarragon
Buddies in Bad Times
Berkeley Theatre
Young Centre

E os big budget:

Princess of Wales
Royal Alexandra
Canon
Sony Centre
Elgin and Winter Garden

quinta-feira, 13 de março de 2008

Uma Boa Época para ser Geólogo no Canadá

Duvida? Então veja a reportagem abaixo. Com o boom de commodities pelo mundo poucos países tem ganho tanto quanto o Canadá (o Brasil também está se dando bem). A reportagem também cita soldadores e profissionais técnicos responsáveis, por exemplo, por colocação de dutos.

Miners Top MBAs as Metal Boom Makes Geologists Scarce (Update2)
By Rob Delaney and Stewart Bailey

March 13 (Bloomberg) -- Brittan Jones passed up a $100,000- a-year job at a mining company last December when he finished his degree in geology. The 24-year-old Canadian said he's confident he'll get a better offer.
``I'm lucky to have graduated when metal prices are so high,'' said Jones, who has traveled to the Arctic Circle, British Columbia and the U.S. on mining internships. ``There's a lot you can do with this degree.''
Mining companies such as Barrick Gold Corp., Teck Cominco Ltd., BHP Billiton Ltd. and Rio Tinto Group are paying geology grads 44 percent more than three years ago, giving them higher salaries than the average Master of Business Administration in the U.S. Demand from developing nations including China helped gold, copper and silver prices more than double in that time. Gold reached a record $1,001.50 an ounce today in New York.
``There is a chronic shortage of skilled people, and wages have skyrocketed,'' said Bart Melek, commodity strategist at BMO Capital Markets in Toronto. ``There's no relief in sight.''
Wall Street firms have fired more than 30,000 in the last seven months as prices of mortgage-related assets slumped.
Salaries for geology undergraduates in Canada, home to three of the world's largest gold producers, jumped to an average C$90,000 ($91,776) from C$62,500 in 2004, according to Norman Duke, a professor at the University of Western Ontario, who has been a consultant for companies including Teck Cominco.
Cameco Corp., the world's largest uranium producer, Teck Cominco, the second-largest zinc producer, and Potash Corp. of Saskatchewan, the largest maker of the crop fertilizer, are also based in Canada.
More Than MBAs
Geologists' pay tops the average for new U.S. MBAs, which, according to an August 2007 survey by the National Association of Colleges and Employers, was $86,696. Those with mining skills are also catching up with Harvard University MBAs, whose average starting salary rose 15 percent over three years to $115,000 in 2007, according to the university. Tuition for the two-year program is $87,600.
This year there will be about 1,200 geology grads in Canada to fill 9,000 positions in the country's mining industry, said Ryan Montpellier, executive director of the government's Mining Industry Resources Council. In the U.S., the number of jobs open to geologists will rise 22 percent in the decade ending in 2016, about double the average for all occupations, according to the U.S. Department of Labor.
Expecting Higher Offer
Instead of taking a permanent, full-time position, Brittan Jones started a research project after completing his four-year course at Canada's provincially funded Brandon University in Brandon, Manitoba. Tuition for his undergraduate honors degree was about C$15,000 for the program.
In June, he will start a four-month contract managing a British Columbia drilling program. Jones said he is betting the additional experience will result in a more lucrative job than the position offered by a private Manitoba exploration company in December.
Demand for his skills is unlikely to drop. Mining companies announced 1,100 new projects last year with a total value of $308 billion, 50 percent more than a year earlier, Magnus Ericcson, an analyst at Stockholm-based Raw Materials Group, said in an interview.
The lure of higher salaries may push the annual number of graduates within the next three years to 1,800, still only a fifth of the people required, Montpellier said.
Mining companies pared hiring in the 1990s, when a decline in global demand for metals slashed prices and forced cutbacks in exploration. Now, the industry needs to expand its workforce while replacing employees who are set to retire.
Retiring Workers
Teck Cominco estimates that as many as half its workers in British Columbia will retire over the next five years. Mining companies across the world are in a similar position, said Peter Kukielski, chief operating officer of the Vancouver-based company.
``The industry has been understaffed for years,'' said Greg Wilkins, chief executive officer of Toronto-based Barrick. ``The mining industry has generally not been very attractive for graduates, so there is a lack of skilled people.''
The shortage of mining expertise is particularly acute in Canada, Australia and the U.S., said Frances McGuire, chief executive officer of Major Drilling Group International Inc. The Moncton, New Brunswick-based company, the world's second-largest mineral-drilling contractor, needs about 200 experienced rig operators, who earn as much as $120,000 a year.
In Australia, employment in mining has jumped by almost two- thirds in five years. The Minerals Council of Australia estimates the national industry will need an extra 70,000 workers by 2015.
`Huge Demand'
``There is huge demand for skilled engineers, geologists, pipefitters, welders, technical people, right across the natural- resources industry,'' said Kinross Gold Chief Executive Officer Tye Burt. ``Everyone is enjoying high wages in our industry at the moment, and with commodity prices being high and demand strong it's hard to see that changing soon.''
Kinross, the largest gold producer in Brazil and the second- largest in Chile, is offering more responsibility to younger staff and stock options further down the management chain to retain and attract staff, Burt said.
The rising demand for their labor has given graduates unprecedented bargaining power, said John Humphreys, head of the geology and geological-engineering department at the Colorado School of Mines in Golden.
``We used to tell graduates to hang in there, that something would come along,'' Humphreys said. ``Now we're counseling our students on how to deal with multiple offers.''

terça-feira, 4 de março de 2008

Enquanto o pedido de exame médico não chega...

Este período de espera é bastante desanimador. Ficamos praticamente sem novidades para compartilharmos e, portanto, desanimados a escrever algo. Na verdade, tenho acompanhado os processos do pessoal aqui do Rio e tudo indica que iremos receber o pedido de exames entre abril e maio. Vamos aguardar.

Enquanto isso gostaria de compartilhar algumas notícias de economia que tenho lido e que acredito que nos afetem como imigrantes.

Hoje o Banco Central do Canadá cortou os juros em 50 pontos bases, de 4% ao ano para 3,5% a.a. (O mais engraçado é ler os comentários dos leitores do Globe and Mail reclamando. Ah se eles soubessem o que é a SELIC). Isto se deve ao fato dos EUA terem cortado os juros por lá, o núcleo de inflação canadense estar bem comportado (abaixo de 2% a.a.) e para estimular a economia por lá que já dá sinais de estar emperrando. Como futuro imigrante espero poder comprar dólares canadenses um pouco mais baratos (graças ao diferencial de juros entre Brasil e Canadá já que ambas as moedas estão valorizadas pelos preços de commodities) e que a medida estimule a economia principalmente após o segundo semestre, facilitando a procura por emprego.

Outra notícia interessante é sobre o perfil dos imigrantes que por lá chegam. A competição só tende a ficar mais intensa. Um terço dos que por lá chegam tem diploma universitário (contra um quarto da população em geral) e metade dos PhDs são imigrantes. Como os que estão por lá sabem melhor do que eu isso não significa que estes estejam trabalhando em suas áreas.

Por outro lado, chama a atenção também uma notícia sobre o número de imigrantes que trabalham (principalmente em Ontário e BC) utilizando alguma língua que não o inglês. A reportagem fala de cerca de 20% das pessoas. São imigrantes que vivem no Canadá, mas não falam a língua oficial. Fico imaginando a vida terrível dessas pessoas. Têm trabalho, mas não irão se desenvolver.